Duas vezes por ano, entre os meses de Fevereiro e Março, as águas do Oceano Atlântico “cavalgam” o rio Amazonas, formando a onda mais comprida da Terra. Este fenómeno que é conhecido por Pororoca, é causado pelas marés do Atlântico, quando encontram a foz do rio na mudança de fase da lua. São formadas ondas até seis metros de altura, que podem durar mais de meia hora, com velocidades que podem alcançar os 50km/h. (clicar na imagem)


O nome Pororoca vem da língua indígena Tupi, e significa grande barulho destrutivo. A onda pode ser ouvida cerca de 30 minutos antes de chegar e é tão poderosa que destrói tudo que está no seu caminho, incluindo árvores ou casas.




A onda ficou popular para os surfistas de todo o mundo. Desde 1999, existe um campeonato anual em São Domingos do Capim. Contudo, “surfar” o Pororoca é muito perigoso, uma vez que a água contém muito entulho das margens e às vezes árvores inteiras Picuruta Salazar, um surfista brasileiro tem o recorde de 37 minutos contínuos a “surfar” 12,5 km. O sonho de qualquer surfista…


É de referir que este fenómeno também se verifica noutros sítios, para além do Brasil:

-na França, na foz dos rios Gironda, Charante, Sena, é conhecido como mascaret e barre;

-na Inglaterra, na foz dos Tamisa, Severn, Trent e no Hughly, com o nome de bore;

-em Bangladesh, na foz do rio Megma, no delta do Bramaputra, como macaréu;

-na China, na foz do Yangtzé, denominado em chinês como trovão e pelos britânicos de cager;

-na foz de rios em Bornéu e Sumatra, no Extremo Oriente;

-nos Estados Unidos da América, na foz dos rios Colúmbia e Colorado.

Sugere-se o vídeo do link: http://www.youtube.com/watch?v=7a_2g6uTDb0

Fontes: Oddee; Wikipédia; NavegarAmazonia

 

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